Francisco César defende plano de contingência para apoiar agricultores face ao aumento dos custos

PS Açores - Há 3 horas

O Presidente do PS/Açores, Francisco César, defendeu esta segunda-feira a criação de um plano de contingência para o setor agrícola, alertando para o impacto do aumento dos custos de produção e apelando ao cumprimento das verbas já previstas para apoiar os agricultores.

À margem de uma reunião com a Federação Agrícola dos Açores, na Ribeira Grande, Francisco César sublinhou que “o aumento do custo de vida está a afetar não só as famílias, mas também os empresários agrícolas”, apontando o encarecimento dos combustíveis e dos fertilizantes como fatores críticos que pressionam a rentabilidade do setor.

Perante este cenário, o líder socialista considerou que o Governo Regional deve agir com urgência, nomeadamente através da criação de um plano que mitigue os impactos externos. Entre as medidas, destacou a necessidade de evitar que a subida do preço dos combustíveis se reflita diretamente no gasóleo agrícola.

Francisco César defendeu ainda que o Governo Regional deve exigir à República a transferência de cerca de 22 a 23 milhões de euros já inscritos no Orçamento do Estado e destinados ao setor agrícola açoriano. “Se cada um cumprir com aquilo que está previsto, isso já permitirá ajudar os agricultores a enfrentar este período difícil”, afirmou.

O dirigente socialista lembrou também que existem verbas no orçamento regional destinadas ao setor, nomeadamente para associações agrícolas, que ainda não foram transferidas, defendendo que o cumprimento desses compromissos é essencial para dar previsibilidade ao setor.

Apesar de reconhecer que o último ano foi positivo em termos de produção, Francisco César alertou que o atual contexto é mais exigente, com aumento de custos e desaceleração económica. Ainda assim, considerou que, com os apoios devidos, os agricultores poderão ultrapassar esta fase.

Questionado sobre a situação financeira da Região, defendeu a definição de prioridades e a necessidade de reformas estruturais, nomeadamente na Saúde e na Educação, bem como a redução de despesas não essenciais. “É preciso cortar no acessório e apostar em quem produz riqueza”, afirmou.

O presidente do PS/Açores defendeu também uma estratégia de médio prazo assente na valorização da produção agrícola, incentivando a transformação e o aumento do valor acrescentado dos produtos regionais.

Relativamente aos fundos comunitários, alertou para atrasos na execução, designadamente no PRR e no PEPAC, sublinhando que “os Açores não podem deixar de ser uma região de referência na execução de fundos”, sob pena de comprometer o impacto económico desses investimentos.